O ser humano tem alguns direitos, umdeles é o de ir e vir…
O relógio despertou às 5 horas do dia7 de fevereiro de 2013. Amanhecia o 1º dia do Cruce, e me vi sem estedireito, sendo assim o único que imperava era o de Ir acompanhado de meuparceiro de Cruce Iazaldir.
No caminhoentre a pousada e o local do transfer (ônibus que levaria todos para o local dalargada Pucon-Vulcão Villarica 20 km), com as ruas vazias só era possívelouvir o barulho das rodinhas de minha mala, as respirações profundas e ospassos pesados da dupla.
Por uminstante pensei: estamos tensos ou ansiosos, sem trocar nenhuma palavra àresposta para isso ficou para outro momento, pois o único diálogo era comigo,e Iazaldirfalava com seus botões.
Embarcamosno segundo ônibus para a largada da prova, no Vulcão Villarica (20 km), masalgo estava escrito para que nosso caminho fosse mais longo, o motorista semsaber o caminho nos fez chegar cerca de 25 min depois que foi dada a largadaoficial…
Enfim:chegamos, largamos e nada mais poderia parar aquilo que fomos buscar, até quepor volta do km 4, algo pôde me parar… uma pedra vulcânica, assim como muitaspelas trilhas de 6 km, uma se encontrou com meu tênis e ambos resolveram queera o momento de uma aproximação maior, senti um aroma da natureza (nativo)entrando por boca e nariz, um tombo do tamanho da prova que nem havia começado,alguns arranhões e borá continuar.

Com propósitomaior, nem mesmo um tombo poderia parar nossa caminhada/corrida, bati na roupapara tirar a poeira, água nos ferimentos, um grito para acordar e borá nós denovo para a jornada nas pedras que nos levava para o termino do 1º dia.
Com 6 kminiciais de single track, repleto de montanheiros buscando a mesma coisa, nãonos permitiu encaixa o ritmo necessário para um melhor tempo final, o sol forteque fazia, pedia certa cautela no ritmo, mas arriscar tudo era o lema depois deum primeiro trecho travado que pegamos 30 km depois 3h00m31s ficamos em 2ºlugar no dia.
Depoiscontarei sobre o 2º dia de Cruce Vulcão Quetrupillán 2360msnm 41 km.
Fui…
Veja AQUI o Garmin do 1º dia.
Este texto foi escrito por: JOSé VIRGINIO DE MORAIS